
O cisto sinovial é um tumor benigno em forma de “bolsa”, preenchido por um líquido viscoso, espesso e transparente, semelhante a um gel. Esse líquido é rico em ácido hialurônico, proteínas e outras substâncias produzidas pela membrana sinovial das articulações e das bainhas dos tendões. Trata-se de uma lesão benigna, sem relatos de transformação maligna até o momento.

Obs.: O termo “tumor” refere-se a um aumento anormal de volume causado pelo crescimento desordenado de células, podendo ser benigno ou maligno. Já o termo “câncer” é usado apenas para tumores malignos. Portanto, nem todo tumor é câncer
O cisto sinovial é o tumor mais comum da mão, sendo mais frequente em mulheres entre 20-40 anos.
A localização mais comum é no dorso do punho (70%), na topografia da articulação escafossemilunar; seguido pela região volar do punho, com origem nos ligamentos radiocarpais volares (30%) — frequentemente em íntima relação com a artéria radial — e os cistos na bainha do tendão flexor dos dedos (10%).

Pequenos traumas, movimentos repetitivos ou degeneração enfraquecem a cápsula articular ou a bainha tendinosa, permitindo que o líquido vaze e se organize em uma “bolsa” (cisto). O cisto mantém conexão (pedículo) com a articulação ou bainha tendinosa, e seu tamanho pode variar conforme o grau de movimento articular.

O cisto sinovial costuma ser indolor, mas alguns pacientes podem apresentar dor, sensação de fraqueza e redução da mobilidade articular. Além disso, muitos se queixam do aspecto estético do cisto.

A evolução do cisto é imprevisível: alguns podem crescer rapidamente, enquanto outros podem ter crescimento lento ou até desaparecer espontaneamente.
O diagnóstico inicial é clínico, baseado na anamnese e em um exame físico detalhado, realizado pelo especialista. Em seguida, exames complementares, como ultrassonografia ou ressonância magnética, são solicitados para confirmar o diagnóstico e excluir outras patologias.
O tratamento é individualizado, variando de acordo com sintomas, tamanho e localização do cisto, além das preferências de cada paciente.
Pode ser expectante, ou seja, “não fazer nada” nos casos assintomáticos e sem incômodo estético. Existe a chance de regressão espontânea do cisto.
Outra opção é a aspiração seguida da infiltração com corticoesteroides. Embora seja um método simples e rápido, apresenta uma alta taxa de recorrência.
A ressecção cirúrgica é indicada para casos selecionados. Esse procedimento preferencialmente deve ser realizado por um especialista em Cirurgia da Mão, pois há cerca de 50% de chance de recidiva se a ressecção for incompleta.

No pós-operatório imediato, o paciente é imobilizado com uma tala gessada de punho, deixando os dedos livres. É orientado a movimentar ativamente os dedos e a elevar a mão operada para reduzir o edema.
Entre 5 e 7 dias, realiza-se o primeiro curativo e coloca-se uma ortese removível de punho. O paciente é orientado a não fazer atividades de força, como levantar uma sacola pesada.
Os pontos são retirados entre 10 e 14 dias. Em seguida, o paciente é encaminhado a fisioterapia para treino de mobilidade do punho. Após 30 dias iniciam‑se exercícios de fortalecimento.
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